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junho 15, 2012

Aumento de células do câncer pode ser contido

Postado por Jesarela de Carvalho às sexta-feira, junho 15, 2012 0 comentários
Cientistas fizeram cópias de parte da proteína Notch e bloquearam sua função reprodutora. Depois, injetaram o material em ratos com leucemia e as células cancerosas pararam de se multiplicar.

Cientistas americanos anunciaram uma descoberta promissora no combate à leucemia e a outros tipos de câncer. A reportagem é do correspondente Rodrigo Bocardi.

Os cientistas imaginaram a fisiologia humana como um teatro de marionetes: em que os órgãos se movimentam e as células se desenvolvem porque alguma coisa puxa a corda. Com esta ideia em mente, o grupo de pesquisadores de Boston, no estado americano de Massachussetts, tentou encontrar uma forma de parar a evolução do câncer e descobriu uma maneira de desarmar uma proteína no organismo que controla o desenvolvimento das células.

A proteína em questão é a Notch. Em laboratório, os cientistas fizeram cópias de parte dela e bloquearam a função reprodutora da proteína. Em seguida, injetaram o material de volta no sangue de ratos com leucemia e as células cancerosas pararam de se multiplicar.

Os testes ainda não foram feitos em humanos e isso deve acontecer em dois anos. Mas os pesquisadores adiantam que a nova técnica deve funcionar também no controle de câncer de pulmão, ovário, pâncreas e intestino.

Os cientistas dizem que vão tentar fazer o mesmo processo com mais proteínas que ajudam as células a se desenvolverem e, com isso, atacar outras doenças. Mas acrescentam que a descoberta de agora já serve como mais um passo para os laboratórios que buscam encontrar um medicamento capaz de combater o câncer, essa doença tão complexa e desafiadora.



março 29, 2012

Medicamentos que têm preço controlado vão ficar mais baratos

Postado por Jesarela de Carvalho às quinta-feira, março 29, 2012 0 comentários
No Brasil, muitos medicamentos que têm o preço controlado vão ficar mais baratos no fim deste mês. A repórter Graziela Azevedo explica por quê.

Tem gente que acha difícil acreditar. Já foi publicado no Diário Oficial e, pela primeira vez desde 2004, quase metade dos remédios na praça não deverá ter aumento ou ficará mais baratos este ano. Isso foi possível graças a um conjunto de motivos.

A produtividade da indústria farmacêutica, na média, quase triplicou, o que significa que vários fabricantes estão produzindo mais, gastando menos. O governo acredita que muitos podem vender mais barato porque estão faturando mais.

O Ministério da Saúde está comprando muito, quase R$ 8 bilhões por ano em remédios, mais que o dobro que oito anos atrás. Além disso, há a concorrência maior com a multiplicação dos medicamentos genéricos.

Feitas as contas, o governo determina reajustes diferentes. Por exemplo, os chamados medicamentos de nível 1, como aqueles para gastrite e alguns antibióticos, poderão subir no máximo 5,85%. Os de nível 2, como anestésicos e antipsicóticos, até 2,8% E os de nível 3, como os que tratam do déficit de atenção e psoríase, podem ficar 0,25% mais baratos.
“Nós acreditamos que os preços dos remédios vão aumentar esse ano, no máximo, a mesma coisa que aumentaram em 2011. Então, o consumidor sai ganhando”, avalia o economista Francisco Pessoa.

A autorização de reajuste que pode deixar alguns medicamentos um pouco mais caros e outros até mais baratos vale a partir de 31 de março. Normalmente, as farmácias demoram de dois a três meses para irem reajustando as suas tabelas. É o tempo que o consumidor terá para saber, na prática, o que aconteceu com o preço do seu remédio e procurar as melhores opções e descontos. A boa e velha pesquisa continua valendo.

“É trabalhoso, mas você tem que bater perna”, avisa uma mulher.

A Interfarma, que reúne as empresas responsáveis por mais da metade do mercado brasileiro, informou que está pedindo a mudança do atual sistema de reajuste.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ligada ao Governo Federal, defende o sistema e lembra que autoriza reajustes menores para produtos que estão sob o monopólio de empresas.

Fonte:

março 26, 2012

EUA apoiam pesquisa de brasileiros sobre droga contra o câncer de ovário

Postado por Jesarela de Carvalho às segunda-feira, março 26, 2012 0 comentários
A pesquisa de um remédio novo contra o câncer de ovário rendeu uma certificação inédita a um laboratório brasileiro.

A notícia veio pela internet: o FDA, órgão do governo americano que controla e autoriza a comercialização de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou o estudo.

Os pesquisadores já estão testando em humanos uma nova droga contra o câncer de ovário, que, no Brasil, atinge 6 mil mulheres por ano. O anticorpo monoclonal, por enquanto chamado de HU 3S 193 foi descoberto por um instituto de pesquisa americano e está sendo desenvolvido no Brasil.

A droga age assim: o anticorpo, injetado na paciente, tem como único alvo uma proteína que está na borda da célula com câncer. Ao se juntar a essa proteína, o anticorpo aciona o sistema de defesa do organismo, que passa a produzir anticorpos em série para combater a doença. Sem esse processo, o organismo não reconhece as células cancerígenas.
Os primeiros testes foram feitos em pacientes com câncer de ovário, que tinham passado por cirurgia e por sessões de quimioterapia e que, apesar disso, tiveram a chamada recidiva, ou seja, a doença voltou. Todos esses pacientes tomaram o novo medicamento e em metade deles, o câncer não voltou mais.

Além de eficiente, o novo medicamento tem outros benefícios para a paciente por não atacar todas as células. “Como ele é mais direcionado para as células do câncer, ele poupa as células sadias. Então, tem menos queda de cabelo, menos náuseas, menos vômitos, menos diarreia, menos efeitos colaterais da quimioterapia convencional”, explica o oncologista Óren Smaletz.

Agora, com o apoio oficial do governo americano, o medicamento vai ser testado em 280 pacientes. “Nós acreditamos que dentro de cinco anos, inclusive pelo fato de ter sido reconhecido esse status, porque isso acelera o processo de aprovação, a gente possa ter essa droga no mercado”, avalia José Fernando Perez, fundador da empresa de biotecnologia.

Fonte:

março 24, 2012

Cientistas do Canadá têm resultados promissores contra o Alzheimer

Postado por Jesarela de Carvalho às sábado, março 24, 2012 0 comentários
Cientistas do Canadá desenvolveram um método que apresentou resultados surpreendentes em pacientes com o mal de Alzheimer.

O diagnóstico abalou a família. "Que futuro nos aguarda?", disse a mulher de Robert, quando soube que ele tinha Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro.

O canadense decidiu participar de uma pesquisa experimental. Os médicos implantaram dois eletrodos na área do cérebro relacionada à memória e uma bateria, igual a um marca-passo. A cada segundo, a bateria envia mais de cem impulsos elétricos.

A técnica conhecida como estimulação cerebral profunda mudou a vida de Robert. Desde a cirurgia, há quatro anos, ele voltou a dirigir, a fazer ginástica e o mais importante: recuperou a memória.

“Se eu não me lembro de alguma coisa, eu paro e, em um, dois, três segundos, acabo me lembrando”, diz Robert.

O médico canadense mostra que a tomografia do cérebro apresentou mudanças positivas.

Seis pacientes com Alzheimer em estágio inicial participaram da pesquisa. Os resultados foram tão promissores que a agência que regulamenta remédios e alimentos nos Estados Unidos autorizou que outras 50 pessoas recebam o tratamento.

Fonte:

dezembro 22, 2011

Especialistas estão otimistas quando ao futuro do estudo das células-tronco

Postado por Jesarela de Carvalho às quinta-feira, dezembro 22, 2011 0 comentários
"Trabalhar com células é uma coisa muito artesanal, você tem que todo dia olhar pra ela, ver se ela está feliz, se não está, se ela está se multiplicando. E não tem feriado, não tem fim de semana, ano novo, Natal. Todo dia, você tem que observá-las”, revela a geneticista Lygia Pereira, da Universidade de São Paulo (USP).




Ainda mais quando o material é tão nobre como esse: células-embrionárias, cultivadas no Brasil nos últimos dois anos. "A gente ter conseguido fazer as nossas próprias linhagens de células-tronco embrionárias foi fundamental para dar autonomia ao país nessas pesquisas, e na terapia com essas células. Agora, a gente controla todo o processo, a gente sabe pegar um embrião, tirar a célula embrionária, multiplicar essas células, transformá-las em neurônios, em músculos. 

O que a gente precisa agora é da segunda etapa, de produzir isso tudo de uma forma segura para uso em seres humanos", afirma a médica.

A Dra. Lygia é do time de brasileiros que vive o entusiasmo de ver a medicina do futuro nascendo no laboratório. Quanto mais seguros são esses primeiros passos, mais longe a pesquisa consegue chegar.

"A grande promessa é você fazer terapia gênica na célula-tronco. Você pega a célula-tronco e coloca lá os gens que podem ajudar no combate da doença para turbinar a célula-tronco. Você pode botar na célula-tronco um fator genético que faz com que ela produza uma quantidade muito grande de insulina, por exemplo. E ela corrigiria a diabetes", aposta o hematologista Júlio Voltarelli, da USP.

Esse é um mundo sem fronteiras. E, assim, a equipe do Sr. Júlio Voltarelli - que trabalha no interior de São Paulo - consegue ser uma referência mundial.

"Isso é que é muito bom, porque eu sempre digo que a pesquisa é como uma casa que você vai construindo colocando tijolinhos, e tem muita gente correndo para colocar os tijolinhos, e a casa está crescendo. Então, cada trabalho novo que surge é um novo aprendizado, é um tijolinho a mais. E que todo mundo aprende junto", declara a geneticista Mayana Zatz, da USP.

E sempre de olho no futuro, os cientistas vão deixando, no caminho, ferramentas que os médicos já estão aproveitando.

"Hoje, nós vivemos um momento único, em que um pesquisador clínico que vê e trata pacientes tem a chance de ir a um laboratório de pesquisa básica e dialogar com esses profissionais, procurando soluções na bancada do laboratório para os seus pacientes nos consultórios, nos ambulatórios que hoje sofrem", ressalta o cardiologista Luis Henrique Gowdak, do InCor de SP.

O desafio deste século é desenvolver a medicina regenerativa, usando o próprio corpo humano como fonte da cura. Conhecendo cada vez melhor essa máquina maravilhosa, onde será possível chegar?

"O nosso grande desafio é eliminar esse conceito, esse rótulo, que alguns pacientes ainda recebem de ‘lamento, não há mais nada que a medicina possa fazer pelo senhor. Então, o senhor ai continuar a sofrer pelo tempo de vida que lhe resta’. Isso é muito angustiante para um médico. Isso é um desafio", afirma o cardiologista Luis Henrique Gowdak, do InCor de SP.


novembro 28, 2011

Comunidade global ajuda na cura do câncer

Postado por Jesarela de Carvalho às segunda-feira, novembro 28, 2011 0 comentários
Se o seu computador estiver conectado à internet, você pode colocar a sua máquina à disposição de pesquisadores do mundo todo.

Você saberia dizer qual a principal ferramenta para o desenvolvimento de novos medicamentos e até da descoberta da cura para várias doenças? Acertou quem pensou em computadores.

Aqui, no Canadá, esse centro de pesquisas do câncer ganhou um enorme impulso, representado por essas duas cadeiras vazias. O trabalho que era feito aqui agora foi automatizado - o que vai aumentar e muito a velocidade das pesquisas em favor da cura do câncer. Mas, essa automatização só foi possível graças ao projeto World Community Grid.

Por meio dele, você pode emprestar o seu micro para causas nobres. Funciona assim: o seu computador está conectado à internet, mas não está fazendo nada. Essa capacidade de processamento ociosa é colocada a serviço de pesquisas contra o câncer, contra a distrofia muscular e até contra a dengue. Se você se preocupa com segurança, não há o que temer, a rede é totalmente segura, supervisionada pela IBM, e, assim que você voltar a usar seu micro, a rede se desconecta, para não comprometer o desempenho do seu computador local. É um jeito bacana de ajudar na luta pela cura de doenças, sem qualquer esforço. Se você quiser detalhes de como funciona, basta clicar no link que está no início dessa matéria. Ele te levará até a página do World Community Grid.
  
Link desta matéria:

Portador de câncer tem benefícios especiais

Postado por Jesarela de Carvalho às segunda-feira, novembro 28, 2011 0 comentários
A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que o número estimado de novos casos de câncer em todo o mundo chegará a 15 milhões em 2020. A Constituição Federal brasileira assegura aos portadores de neoplasia maligna (câncer) alguns direitos especiais, mas a falta de informação é grande e muitos portadores deixam de desfrutar desses benefícios por desconhecerem seus direitos.

O câncer pode ser controlado e, se diagnosticado precocemente, a cura é possível em muitos casos. Entretanto, o tratamento da doença pode ter um custo elevado, além de causar complicações físicas e psicológicas ao paciente. Por isso, foi instituído o direito constitucional aos portadores de câncer. Muitas entidades editam cartilhas e diversos materiais informativos sobre esses benefícios, a exemplo do Instituto Nacional do Câncer (INCa), da Associação Brasileira de Combate ao Câncer Infantil e Adulto (Abraccia), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), etc, mas a falta de informação ainda é um dos maiores inimigos dos portadores de câncer. Os direitos garantidos aos doentes de câncer são extensivos a pacientes com outras doenças graves, como tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, cegueira, paralisia irreversível ou incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondilartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), Aids e contaminação por radiação. Esses benefícios vão da isenção de pagamento do Imposto de Renda que incide na aposentadoria, andamento prioritário de processos judiciais, levantamento do FGTS, quitação de imóvel, levantamento de seguro de vida e previdência privada, saque do PIS, auxílio transporte, isenção de IPI, ICMS e IPVA na aquisição de veículos especiais, entre outros. Conheça alguns desses direitos:
Acesso aos dados do serviço médico se dá pelo requerimento à instituição de saúde que detenha os dados do prontuário.

Benefício auxílio-doença será devido ao segurado da Previdência Social que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual, nos termos da C.L.T. É devido ao segurado empregado a contar do décimo-sexto dia do afastamento da atividade.

Aposentadoria por invalidez – devida ao segurado que, estando ou não em gozo do auxíliodoença, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício da atividade que lhe garanta a subsistência e será paga enquanto permanecer nessa condição. Se o segurado do INSS necessitar de assistência permanente de outra pessoa, a critério da perícia médica, o valor da aposentadoria por invalidez será aumentado em 25% a partir da data de sua solicitação.

Isenção do imposto de renda na aposentadoria – poderá ser requerida junto ao órgão competente, ou seja, aquele que paga a aposentadoria (INSS, Prefeitura, etc).
Benefício de prestação continuada (LOAS) – devido àquelas pessoas que não têm acesso aos benefícios previdenciários. Garante um salário mínimo mensal à pessoa portadora de deficiência e/ou idoso com 67 anos ou mais, que comprove não possuir meios de promover a própria manutenção e nem tê-la promovida por sua família. Esse benefício pode ser solicitado nas Agências da Previdência Social mediante o cumprimento das exigências legais.

Isenção da contribuição previdenciária – sobre a parcela de até três mil reais dos proventos dos servidores públicos federais aposentados por invalidez.

Passe livre em transporte coletivo interestadual para pessoas carentes portadoras de deficiência.

Liberação do Fundo de Garantia e do PIS/Pasep – deve ser requerido junto à Caixa Econômica Federal. É devido ao trabalhador com neoplasia maligna (câncer) ou o trabalhador que possuir dependentes, registrados no INSS, acometidos de câncer.
Cirurgia plástica reparadora de mama pela rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS), nos casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

Quitação do financiamento de imóvel junto à Caixa Econômica Federal sujeito à verificação e composição de renda familiar no contrato de financiamento.

Isenção de ICMS, IPI e IPVA, caso a doença ocasione deficiência nos membros, superiores ou inferiores, que a impossibilite de dirigir automóveis comuns.
Isenção do ICMS – Deverá ser requerida junto à Secretaria da Fazenda do Estado, na aquisição de veículos especiais. Cada Estado tem uma regulamentação própria para a isenção. Em São Paulo, por exemplo, estão isentos os veículos de até 127 HP de potência bruta, adaptados ao uso de pessoas portadoras de deficiência física (caso de mulheres submetidas a mastectomia decorrente de neoplasia maligna).
Isenção do IPI – A ser requerida junto à Secretaria da Receita Federal, na aquisição de veículos por portadores de deficiência Física.
Isenção de IPVA – A ser requerida junto à Secretaria da Fazenda do Estado.

Dica: O portador de câncer deve guardar todos os laudos, receitas, exames, radioterapias, tomografias, entre outros documentos, além de seus pessoais, que comprovem o problema de saúde. Estes são documentos importantes em qualquer processo judicial.

Saiba mais ~>

novembro 27, 2011

Cientistas americanos pesquisam vacina contra o câncer de mama

Postado por Jesarela de Carvalho às domingo, novembro 27, 2011 0 comentários
Os testes começam no ano que vem, mas os estudos podem levar pelo menos mais dez anos. 
Giuliana Morrone - Nova York 
Mais uma boa novidade no mundo da ciência. Pesquisadores americanos estão desenvolvendo uma vacina contra o câncer de mama.
O medicamento já está sendo testado em ratos. E os resultados são animadores.

Os testes começam no ano que vem, mas os estudos podem levar pelo menos mais dez anos.
A vacina promete prevenir tumores e acabar com os já existentes. O pesquisador Vincent Trohy está muito confiante. Ele disse que a vacina contra o câncer de mama terá o mesmo impacto da vacina contra a paralisia infantil, que erradicou a doença em quase todo o mundo.

A base é a proteína alfa lactalbumina que aparece na maioria dos tumores de mama. Veja que curioso: é a mesma proteína encontrada na mama saudável, quando a mulher está em fase de lactação, produzindo leite.
A vacina funciona assim: destrói a proteína impedindo o crescimento dos tumores.
O alvo da vacina seriam mulheres com mais de 40 anos e que não estivessem amamentando.



novembro 09, 2011

Estudo do IBMC/Porto traz novas perspectivas para o controlo de leucemias

Postado por Jesarela de Carvalho às quarta-feira, novembro 09, 2011 0 comentários
O Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto (IBMC) anunciou hoje ter desenvolvido um estudo que permite descobrir novas potencialidades nos glóbulos vermelhos, abrindo caminho para o controlo de leucemias.

O estudo, publicado na última edição da revista "Immunology and Cell Biology", contribui para uma melhor compreensão da função dos glóbulos vermelhos ao nível do sistema imunológico na medida em que "certas substâncias libertadas pelos glóbulos vermelhos têm um papel importante na sobrevivência e proliferação dos glóbulos brancos em divisão", explica o IBMC.

Embora seja indiscutível entre a comunidade científica que a função principal dos glóbulos vermelhos passa pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono, estudos recentes associam-nos à regulação de outros processos fisiológicos como a contração vascular, a agregação de plaquetas ou a proliferação de glóbulos brancos.


É nesta área que o grupo do IBMC, liderado por Fernando Arosa, tem trabalhado para ajudar a perceber o papel dos glóbulos vermelhos na regulação do ciclo celular e na sobrevivência dos glóbulos brancos, em particular dos linfócitos T.


Para perceber o efeito regulador que os glóbulos vermelhos exercem sobre os linfócitos T em divisão, a equipa de cientistas procurou identificar os fatores responsáveis por esse fenômeno.


O artigo agora publicado revela que, entre as várias substâncias que são libertadas pelos glóbulos vermelhos, um grupo restrito de natureza proteica desempenha "um papel ativo na homeostasia (regulação biológica) dos linfócitos T, potenciando a sobrevivência e o crescimento daqueles".

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42560&op=all



Immunology and Cell Biology , (4 May 2010)

Red blood cells release factors with growth and survival bioactivities for normal and leukemic T cells


Ricardo F. Antunes, Cláudia Brandão, Margarida Maia and Fernando A Arosa

Abstract


Human red blood cells are emerging as a cell type capable to regulate biological processes of neighboring cells. Hereby, we show that human red blood cell conditioned media contains bioactive factors that favor proliferation of normal activated T cells and leukemic Jurkat T cells, and therefore called erythrocyte-derived growth and survival factors. Flow cytometry and electron microscopy in parallel with bioactivity assays revealed that the erythrocyte factors are present in the vesicle-free supernatant, which contains up to 20 different proteins. The erythrocyte factors are thermosensitive and do not contain lipids. Native polyacrylamide gel electrophoresis followed by passive elution and mass spectrometry identification reduced the potential erythrocyte factors to hemoglobin and peroxiredoxin II. Two-dimensional differential gel electrophoresis of the erythrocyte factors revealed the presence of multiple hemoglobin oxy–deoxy states and peroxiredoxin II isoforms differing in their isoelectric point akin to the presence of β-globin chains. Our results show that red blood cells release protein factors with the capacity to sustain T-cell growth and survival. These factors may have an unforeseen role in sustaining malignant cell growth and survival in vivo.

Fonte: http://www.nature.com/icb/journal/vaop/ncurrent/full/icb201060a.html

novembro 06, 2011

Células-tronco ajudam a tratar diabetes e esclerose múltipla

Postado por Jesarela de Carvalho às domingo, novembro 06, 2011 0 comentários

outubro 24, 2011

Já é possível reduzir rugas e rejuvenescer o rosto sem cirurgia

Postado por Jesarela de Carvalho às segunda-feira, outubro 24, 2011 0 comentários
A célula mesenquimal é usada para restaurar o nível de fibroblastos e ativa a produção de colágeno e elastina. A pesquisa da UFRJ não causa milagres, mas faz o que se espera das células-tronco.

outubro 16, 2011

Globo Repórter - Células-tronco

Postado por Jesarela de Carvalho às domingo, outubro 16, 2011 0 comentários
Uso das células-tronco revoluciona a medicina.










outubro 14, 2011

Células-tronco reduzem dores e curam lesões de animais

Postado por Jesarela de Carvalho às sexta-feira, outubro 14, 2011 0 comentários
No interior de São Paulo, gatos recebem células-tronco para melhorar de certas doenças. O tratamento também ajuda para fazer os animais voltarem a se alimentar. Em cavalos, os membros se recuperam.

setembro 29, 2011

Estudo mostra que é possível acelerar envelhecimento de células cancerígenas

Postado por Jesarela de Carvalho às quinta-feira, setembro 29, 2011 0 comentários
Resultado de pesquisa muda a forma de combater o câncer. Pesquisa foi divulgada pela Univesidade de Harvard, nos EUA. Cientista deixou gene de ratos inativos. Os testes em humanos já começaram.

setembro 16, 2011

Novas Drogas - Ensaios clínicos para o câncer

Postado por Jesarela de Carvalho às sexta-feira, setembro 16, 2011 0 comentários
Ensaios clínicos são estudos de investigação que experimentam novas terapias contra os diversos tipos de câncer. O médico pode recomendar um ensaio clínico para o paciente em algum momento de seu tratamento.

Para que você entenda a forma e a realização de ensaios clínicos e as medidas tomadas para proteger sua saúde, faremos uma breve explicação sobre o assunto. Depois de ler o texto o abaixo você poderá compreender como esta opção poderá auxiliar no tratamento contra o câncer.

Forma de realização dos ensaios clínicos

A maior parte dos ensaios é patrocinada por agências oficiais de incentivo à pesquisa e por indústrias farmacêuticas. Com freqüência, o mesmo ensaio é oferecido em vários centros de tratamento de câncer, de maneira que os pacientes possam participar da mesma pesquisa em diferentes locais no Brasil ou em conjunto com outros países.
Os ensaios têm os seguintes níveis:

Fase I: Visa fundamentalmente reconhecer a toxicidade (quantidade de toxinas liberadas no organismo) de determinado recurso terapêutico. Os efeitos benéficos que dele possam advir são mais do que bem-vindos, mas o que se deseja, fundamentalmente, é reconhecer sua toxicidade.

Fase II: Avalia-se a resposta do tratamento para um determinado tumor, no qual estudos fase I tenham sugerido alguma utilidade, em um grupo de pacientes. Assim, verifica-se a porcentagem de êxito do novo tratamento contra uma forma específica de câncer.

Fase III: Os médicos comparam a eficiência de êxito do novo tratamento com o que era utilizado anteriormente. Procura-se, dessa forma, definir qual o melhor tratamento a ser empregado em primeira instância.

A fim de obter a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que um determinado medicamento seja incluído no tratamento de pacientes, é necessário demonstrar que sua eficácia e que seus os efeitos colaterais não são proibitivos.
Forma de se proteger os participantes dos ensaios clínicos

Existem possíveis riscos em qualquer ensaio clínico, sendo importante saber que os ensaios clínicos somente são recomendados para seres humanos somente após exaustivos testes em animais para comprovar sua segurança. Antes de se iniciar um ensaio clínico, uma Junta Institucional de Revisão em cada local em que se fará o estudo deve revisar e aprovar o plano de tratamento. Essa junta é formada por profissionais qualificados em saúde, que não têm nenhum compromisso com o laboratório que desenvolveu a droga em questão, por exemplo, e que, desta forma, podem validar o estudo de maneira imparcial.

Saiba que a participação em ensaios clínicos segue as seguintes regras:

- Primeiro o paciente faz seu consentimento formalmente, após ter sido cuidadosamente informado de todos os aspectos relativos ao ensaio e todas as suas dúvidas devidamente esclarecidas.

- Durante todo o ensaio, os pacientes são vigiados minuciosamente em relação à resposta ao tratamento e à toxicidade. Efeitos adversos ou reconhecida ineficiência serão imediatamente informados, para que a devida substituição do esquema seja feita. Da mesma forma, os pacientes podem, em qualquer momento, abandonar o programa em estudo se o desejarem, sem que isso signifique qualquer prejuízo a seus cuidados.

- Um grupo de profissionais médicos revisa continuamente o ensaio para garantir que os pacientes sejam tratados com imparcialidade e segurança.
Como decidir que o ensaio clínico esta indicado para o paciente?

Primeiramente, o paciente deve converse com seu médico sobre isso. O paciente poderá estar acompanhado por uma pessoa que esteja familiarizada com seu estado de saúde, e esta pessoa poderá ajudá-lo a decidir se esse ensaio clínico é uma boa opção ou não. É importante e necessário que o paciente conheça:

- As possibilidades, riscos e benefícios deste ensaio, especialmente sobre qualquer potencial efeito colateral.

- Qual é a diferença do tratamento que será estudado e o tratamento ao qual está sendo submetido para seu tipo de câncer.

- O tipo e a frequência de todos os exames que serão feitos antes, durante e após o ensaio.

- A duração do ensaio.

- Local onde será realizado o ensaio.

- A forma como o ensaio afetará sua rotina diária.
As pesquisas científicas em todo o mundo vêm caminhando com grande rapidez na última década, por essa razão, muitas informações são encontradas diariamente nos jornais e revistas sobre os avanços no tratamento do câncer. Vários artigos apresentam citações sobre cura de doenças, tais como leucemia, linfoma, mielodisplasia e mieloma múltiplo. Há também muito interesse sobre pesquisas com células-tronco e sua utilidade nesses tipos de câncer.

Para os pacientes, muitas vezes, é difícil compreender e acompanhar todos esses passos, bem como se aquele ensaio clínico pode ser de fato indicado para seu tipo de câncer.

Nesta página iremos disponibilizar os principais links de pesquisa no mundo, para que pacientes e familiares possam ter acesso às pesquisas realizadas nas doenças onco-hematológicas.

Queremos com isso viabilizar o acesso às informações, mas sempre que houver alguma pesquisa em andamento, leia atentamente e caso tenha alguma dúvida, converse com o médico responsável pelo tratamento ou consulte o Comitê Científico da ABRALE, que estará sempre à disposição por meio da seção Fale Conosco deste site.

Links médicos de pesquisa

• ASPHO - American Society of Pediatric Hematology/Oncology

• ASCO - American Society of Clinical Oncology
• ASH - American Society Hematology
• AACR - American Association for Cancer Research
• CMA - Canadian Medical Association
• APON - Association of Pediatric Oncology Nurses
• AOS - Association of Oncology Social Work
• ACCC - Association of Community Cancer Centers
• Coalition of National Cancer Cooperative Groups
• Federation of European Cancer Societies
• ONS- Oncology Nursing Society
• SBT - Society for Biological Therapy
• Children's Oncology Group
• NCI - National Cancer Institute
• Cancer Liaison Program
• LLS - The Leukemia e Lymphoma Society
• Blood and Marrow Transplant

Pagamento de transplante por planos de saúde pode agilizar tratamento

Postado por Jesarela de Carvalho às sexta-feira, setembro 16, 2011 0 comentários
RIO DE JANEIRO - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu na lista de procedimentos a serem cobertos pelos Planos de Saúde os transplantes de medula óssea alogênicos (com doador). Os transplantes de medula são tratamentos indicados para pacientes com doenças como leucemia, linfomas e mielomas, ou seja, doenças que atacam a medula óssea e impedem que esta produza o sangue.

Existem três tipos de transplante de medula óssea. Nos autólogos, o material é retirado da medula do paciente e, após o tratamento indicado para o tipo de câncer da pessoa, transplantado. Tratam-se de procedimentos bem mais simples e que, em alguns casos, são realizados em ambulatório (sem internação). Estes já estão na lista de procedimentos dos planos de saúde.

Já os transplantes alogênicos são mais complexos e podem ser aparentados ou não-aparentados. Além de equipe especializada, o hospital precisa ter instalações adequadas para o pós-transplante - ambiente isolado, livre de qualquer possibilidade de infecção - uma vez que o paciente precisa ficar cerca de dois meses em recuperação.
Atualmente, existem 15 centros no Brasil que fazem transplante de medula não-aparentado. Com a resolução da ANS, novos leitos podem ser incorporados ao programa de transplante de medula, o que vai significar mais agilidade na realização do procedimento.

Ao longo de um ano são realizados cerca de 1.800 transplantes de medula óssea no país. Destes, 1.000 são autólogos, 650 transplantes aparentados e 150 são não-aparentados. Hoje, 90% dos procedimentos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a tabela do SUS, o transplante aparentado custa R$ 54.939 e o alogênico, R$ 71.602.

Células-tronco são usadas no tratamento de leucemia

Postado por Jesarela de Carvalho às sexta-feira, setembro 16, 2011 0 comentários
As células-tronco dão origem a todos os tecidos, do coração à pele, dos ossos aos nervos. A aposta na tecnologia da expansão celular é tão grande que centros do mundo inteiro estão estocando.

O Fantástico aborda a importância da genética, mas de um jeito um pouquinho diferente. O assunto são as células-tronco, uma das grandes apostas da medicina para tratar uma série de doenças. A grande notícia é que esses tratamentos começam a sair do papel. Esta semana, cientistas americanos anunciaram um grande avanço no tratamento da leucemia. Uma revolução de verdade.

Trazer o filho ao mundo e dar a outros pais a chance de verem seus filhos crescerem: “Estou feliz, porque vou voltar a minha vida normal. Vou fazer minhas coisas normalmente, ir à praia, uma coisa que eu não faço há muito tempo”, conta Gabriel Lobo Lima, de 15 anos.

Na segunda-feira (18), Gabriel recebeu o transplante de células-tronco do sangue de um cordão umbilical. Ele foi ao Instituto Nacional do Câncer, o Inca, no Rio de Janeiro, para combater a leucemia violenta que apareceu há quatro meses. O transplante é a única esperança de cura.
São as células-tronco que dão origem a todos os tecidos, do coração à pele, dos ossos às células nervosas. Há dois tipos: as embrionárias, como o nome diz, estão nos embriões. E as adultas que podem ser retiradas da pele, da medula óssea ou do cordão umbilical de recém-nascidos. As do cordão têm a vantagem de estar em um estado menos avançado, permitindo o transplante sem compatibilidade total entre o doador e o receptor.

“A grande maioria dos transplantes realizados até hoje com sangue de cordão umbilical foi realizado com unidades que não eram completamente compatíveis. Os resultados são muito promissores e esses pacientes estão hoje vivos para contar história e mostrar a importância dessa técnica”, conta Luís Fernando Bouzas, do Instituto Nacional do Câncer.

História que começou com Vanessa em 2004. Em Jaú, no interior de São Paulo, ela recebeu o transplante que lhe deu a oportunidade de derrotar a leucemia e crescer com graça, chegar à adolescência.
“Aquele cordãozinho umbilical abençoado fez com que a Vanessa tenha hoje uma medula maravilhosa. O exame de sangue dela está melhor que o nosso”, conta a mãe de Vanessa, Mary Barro Canal.

A desvantagem é que são poucas células em cada cordão, por isso só podem recebê-las crianças e adolescentes de no máximo 50 quilos. Mas uma descoberta de um centro de pesquisa norte-americano pode mudar isso. Os cientistas conseguiram multiplicar as células-tronco em laboratório. Dez pacientes com tipo de leucemia muito agressiva entre 3 e 43 anos de idade receberam os transplantes, sete estão curados. Os efeitos apareceram muito mais rápido.

“É muito importante essa possibilidade, visto que diminui a internação, as chances de o paciente desenvolver complicações graves”, argumenta Bouzas.
No laboratório do Inca, os pesquisadores avançam na mesma linha de pesquisa, buscando a multiplicação das células. O Inca tem o primeiro banco público de sangue de cordão do Brasil e foi montado nos moldes do de Seattle.

A aposta na tecnologia da expansão celular é tão grande que já faz oito anos que os centros do mundo inteiro estão estocando em duas bolsas separadas. Uma para ser administrada direto no paciente. A outra é para quando a tecnologia estiver disponível para todo mundo, é dela que vai sair o sangue que vai ser reproduzido e depois ser aplicado no paciente.

Há pouco tempo ainda se duvidava da eficiência dos bancos de sangue de cordão ou das terapias com células-tronco. O biólogo da UFRJ Radovan Borojevic espera para breve a liberação, para uso em pacientes com doença cardíaca grave, de uma técnica que ele provou funcionar com células de medula. Em 2000, o senhor Nelson Águia via sua história chegando ao fim.

“Teve um determinado momento que um profissional falou que seu pai não vai ter três meses de vida”, lembra Nelson. Ele foi o primeiro brasileiro a tirar células-tronco da medula que depois foram injetadas no coração doente. Poucos meses depois, ele já subia escada. Em 2004, Nelson jogava futebol e, essa semana, o encontramos de novo, cheio de vigor, fazendo uma caminhada de quatro quilômetros.
“Cada dia que passa, eu torço mais que outras especialidades entrem também na pesquisa de células-tronco”, diz Nelson. Mas isso já acontece em fase experimental de pesquisa no mundo inteiro, para combater mal de Parkison, regenerar o fígado, tratar diabetes. Só é preciso tempo.

“Um paciente que é um paciente em estado grave que todo dia acorda e não sabe se ele vai chegar até dormir a noite ainda vivo, para ele, um dia é muito tempo. Então ele quer uma terapia o mais rapidamente possível”, diz Radovan.

O que muitas vezes depende da solidariedade. No Brasil, existem vários bancos privados de sangue de cordão umbilical. Pais que pagam para guardar as células-tronco dos filhos para o caso de eles precisarem no futuro. Cientificamente não é recomendado, se a criança tiver uma doença de fundo genético, as células guardadas não poderão ser usadas no tratamento. Outra razão nas palavras de um paciente de 15 anos:

“Eu queria também pedir para as pessoas que têm filhos para doarem seus cordões, não doarem apenas pensando: eu vou doar o cordão do meu filho para poder, mais tarde, se ele precisar eu vou usar para ele. Doar pensando: eu vou doar isso aqui que pode salvar uma vida e quem sabe se meu filho vier a precisar de um, quem sabe, eu não serei recompensado e receberei um também”, pede Gabriel Lobo Lima.

setembro 11, 2011

Chocolate protege o cérebro contra derrame, estresse e depressão

Postado por Jesarela de Carvalho às domingo, setembro 11, 2011 0 comentários
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Substâncias presentes no alimento ajudam a melhorar o humor e a preservar células neurais.

Para alegria de quem é adepto dos prazeres do chocolate as neurociências têm oferecido boas notícias. Pesquisas realizadas nos últimos anos mostraram que o alimento ajuda a combater o estresse e a depressão.

Agora, um estudo mais recente indica que a guloseima pode proteger o cérebro também contra lesões causadas por derrame. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que uma substância presente apenas no chocolate amargo (não na versão tradicional ou branca) estimula um tipo de atividade celular que resguarda os neurônios dos danos causados por acidente vascular cerebral (AVC).
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No estudo realizado em camundongos e publicado no Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism, 90 minutos depois de administrarem uma pequena dose de epicatequina – nutriente encontrado no cacau –, os cientistas induziram um derrame isquêmico por meio da interrupção da irrigação sanguínea no cérebro dos animais.

O resultado foi um número significativamente menor de lesões do tecido cerebral em comparação às dos roedores que passaram pelo mesmo procedimento mas sem ter recebido a dose do composto.

O interesse científico pela epicatequina surgiu com pesquisas feitas entre os índios kuna, que vivem em ilhas na costa do Panamá. A incidência de acidentes vasculares nessa população é muito baixa, o que é atribuído ao alto consumo de uma bebida escura e amarga feita à base de cacau.
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Posteriormente, estudos in vitro mostraram que a epicatequina não protege diretamente as células contra lesões, mas seus metabólitos parecem ativar vias bioquímicas que fazem com que as células aumentem suas próprias defesas.

O que tem surpreendido os pesquisadores é o fato de esse efeito ocorrer em resposta a doses muito baixas da substância.

Os autores alertam, porém, que os dados obtidos até agora não autorizam o consumo exagerado de chocolate amargo, que, aliás, é rico em gordura saturada.

Segundo eles, as evidências abrem boas perspectivas para o desenvolvimento de uma nova droga potencialmente útil para combater doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outros tipos de demência.

Fonte:

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